O crescimento do empreendedorismo feminino e sua relevância na sociedade

As mulheres representam a maioria da população brasileira,  51,4%,  segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE,  e também a maioria nas universidades, o que significa  a representação de maior parcela de profissionais com diploma. 

Porém, quando analisamos o cenário do mercado de trabalho, notamos que as mulheres ainda encontram diversos obstáculos no caminho rumo aos cargos mais altos em empresas – das 250 maiores do país, apenas 4% apresenta mulheres entre os principais executivos.

Diante desta situação de poucas oportunidades nas empresas e em busca da realização profissional, muitas mulheres decidem empreender e construir seu próprio negócio. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, em 2018, 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil, compondo 34% dos “donos de negócio”.

Em 2020, os números apresentaram um crescimento significativo e, atualmente, as mulheres são 52,2% dos empreendedores do país, mostrando como o empreendedorismo feminino vem ganhando força e se tornando cada vez mais presente na realidade no setor empresarial brasileiro.

Mais do que contribuir com o avanço da economia e a geração de empregos, o empreendedorismo feminino estimula a auto estima, transforma as relações sociais e dão autonomia financeira para mulheres que se sentem dependentes de familiares ou parceiros. 

Outro fator transformador em ter lideranças femininas é a diversidade de pontos de vista nas tomadas de decisões, trazendo mais visibilidade ao conhecimento e experiência adquirido pelas mulheres, desde o cotidiano até a relação cliente/prestador de serviço. 

Perfil da mulher empreendedora: 

Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, as mulheres donas de negócios são mais jovens e com maior escolaridade que os homens, trabalham em casa e se destacam nos segmentos de beleza, moda e alimentação. 

  • Entre 49 países do mundo, o Brasil tem a sétima maior proporção de mulheres entre os “empreendedores iniciais”.
  • As mulheres donas de negócio (formais e informais) são mais jovens do que os homens. Elas têm 43,8 anos, contra 45,3 anos no caso do sexo masculino.
  • As donas de negócio têm maior escolaridade (16% maior), mas ganham, em média, 22% a menos que os homens na mesma posição.
  • Parcela expressiva das mulheres donas de negócio trabalha em casa – 25%. No caso específico das mulheres que são MEI, essa proporção sobe para 55%.
  • As mulheres empresárias tomam menos empréstimos e com valor médio igualmente menor. O valor médio do empréstimo para mulheres é em média R$ 13.071 menor que o dos homens.
  • As empresárias pagam taxas de juros maiores. A taxa anual para empresárias é 3,5 % acima dos donos de pequenos negócios.
  • A taxa de inadimplência das mulheres é inferior à registrada por homens, 3,7% para mulheres contra 4,2% para os empresários.
  • Quase metade dos MEI existentes no país é formado por mulheres (48%).
  • As mulheres MEI se destacam em atividades de beleza, moda e alimentação.
  • As mulheres MEI trabalham mais em casa (55%).

Por que incentivar o empreendedorismo feminino? 

  • Quando uma mulher empreende e é dona do seu próprio dinheiro, ela vira dona de sua própria história.
  • Quando uma mulher é dona de sua própria história, ela tem mais chance de interromper ciclos de violência contra si e sua família.
  • Quando uma mulher empreende, ela reinveste em sua família e, assim, toda a sociedade avança junto.

A Escrilex homenageia a todas as mulheres empreendedoras que com determinação colaboram com o crescimento pessoal e profissional de quem está à sua volta.