Mulheres ganham cada vez mais espaço no setor de tecnologia

Embora muito competitivo e em quase sua maioria feita por homens, o setor de tecnologia se mantém como um doa mais desejados no mercado de trabalho. Esta realidade é mundial: nos EUA mulheres estão na área de engenharia. Mesmo com grandes empresas como Google, Apple e Facebook, elas não representam nem um terço dos funcionários. E segundo relatórios de diversidade, as que trabalham diretamente com tecnologia não chegam a 17%.

Dados gerais apontam que apenas 8% dos desenvolvedores pelo mundo e 11% dos cargos executivos em grandes empresas de tecnologia no Vale do Silício são mulheres. No Brasil não é muito diferente, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), feita pelo IBGE, as mulheres ocupam 20% dos cargos no mercado de Tecnologia da Informação (TI). Já nas startups esta realidade está mudando.

A empresa GetNinjas é uma das maiores plataformas de contratação de serviços do País, seu quadro de funcionários é 37% composto de mulheres e cerca de 16% trabalham diretamente com tecnologia. A Data Science da empresa, Suelen Fenali conta como ficou interessada pela área:

“Ainda criança aprendi com meus pais a importância da tecnologia e, com 14 anos, já fiz meu primeiro curso de programação. Assim como no meu caso, vejo que a tendência é as mulheres se interessarem cada vez mais pela área, sempre quebrando essas barreiras”, relata.

Motivos como a falta de encorajamento e referências femininas na área podem ser fatores para a baixa representatividade feminina na área.

Giorgia Burattini, BI de Hosts do site DogHero afirma:

“No meu curso, apenas cinco de 40 alunos são mulheres e a gente escuta discursos machistas o tempo todo.”

Por outro lado, ela comenta ter sido muito bem recebida na startup.

“Hoje me sinto privilegiada por trabalhar em um lugar fora da curva. Apesar de ainda ser exceção em uma área predominantemente masculina, foi fácil abrir espaço porque sempre recebi bastante apoio”, diz.

No Brasil, 57% das startups são comandadas por mulheres empreendedoras, muitas delas na área de tecnologia. Clique aqui e leia a matéria completa sobre esta nova cara das statups e franquiadas brasileiras.