Foco no desenvolvimento de talentos na área de contábeis.

Um setor com mais de 80 mil empresas não pode se dar ao luxo da estagnação. Por isso, a profissionalização é a nova premissa de um mercado cada vez mais exigente.
Em pesquisa do setor, quase 87% dos escritórios de contabilidade do país pretendem investir em qualificação e especialização. Mudanças na legislação, alteração no Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e novas oportunidades de mercado exigem a busca por novas tecnologias, sistemas e procedimentos.
Segundo, Julian Clemente, responsável contábil da empresa DBO, a empresa que não conseguir adaptar-se ao novo padrão internacional deverá sumir. “A exigência do padrão internacional denominado CPC exigiu a modernização das obrigações acessórias dos escritórios. O investimento em tecnologia e capacitação é primordial.”
Entre as principais mudanças que influenciaram o segmento está a inclusão de novos processos (Sped contábil, eSocial, ECF e EFD), a digitalização dos procedimentos e a nova organização empresarial, que passou a usar os balanços contábeis na estruturação do plano de negócios). “Escritórios que cobravam muito abaixo do preço não vão conseguir sobreviver. E para captar clientes a um preço maior deverão ter a estrutura necessária para cumprir o padrão”, diz.
Para Clemente, a tendência é que os escritórios estruturados preparem melhor seus funcionários para evitar problemas fiscais. Estamos alertas. Se um procedimento não tiver respaldo, exigimos esclarecimento da empresa e todos os funcionários devem estar preparados para saber exigir as informações”.
Este pensamento levou a empresa a investir em 120 colaboradores com um novo curso por mês. Além da DBO, outros escritórios que têm investido em capacitação são o Gescon Assessoria Contábil e o Contabilidade Djazil, ambos localizados em Santa Catarina. “Exigimos 20 horas/aula a cada um dos nossos 30 funcionários”, ressalta o contador da Djazil, Ciro José Cerutti.
O executivo também afirma que, além dos cursos externos, oferece outros módulos de especialização onde alguns funcionários recebem a capacitação e repassam o conhecimento para as suas equipes. “Com este alto aporte em profissionalização, investimos também na retenção de talentos oferecendo atividades onde os colaboradores se sintam valorizados”, completa.
O escritório Gescon revelou que investe mais de R$ 22 mil/ano em capacitação. Com estes investimentos, a empresa afirma ter conseguido a modalidade ouro do Selo de Qualidade Catarinense da Federação dos Contabilistas do estado. “A projeção de crescimento do faturamento deste ano é de 10%”, concluem.

Pequenas e médias empresas também movimentam o mercado.
A profissionalização das pequenas e médias empresas nos últimos anos tem exigido a capacitação dos funcionários da área.
Além do grande número de PMEs que surgiram nos últimos anos e aumentou consideravelmente a demanda, também temos a modernização do padrão internacional que as pequenas não tinham”, acredita o vice-presidente Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Zulmir Ivanio Breda.
Para ele, agora os contadores devem estar preparados para assessorar o cliente em como gerar informações de controle interno para cumprir com as normas. “Manter a contabilidade em ordem não é mais apenas coisa de grandes companhias, mas também para PMEs”, ressalta.

Tendências
A perspectiva é que o mercado cresça em média 10% em 2015, segundo o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Mario Berti.
Para ele, outra estratégia importante para sobreviver à concorrência é investir em soluções para os clientes. “Além da contabilidade, a consultoria, assessoria e auditoria podem ser outras opções para os escritórios.” O executivo diz que para manter os clientes, nada mais primordial do que deixá-los ativos. “Além de incrementar os resultados, oferecer outros serviços pode garantir a vida da empresa.”

Escrilex: foco no desenvolvimento de talentos na área de contábeis.
Graças ao trabalho de um departamento de gestão de pessoas, a comunicação e a integração entre setores foi totalmente remodelado.
Internamente a empresa tem realizado treinamentos com a participação dos gestores de departamento. Assim, realizamos atividades práticas, dinâmicas de grupo, integrações, comemorações datas especiais. Tudo para promover um ambiente cada vez mais estimulante para o desenvolvimento dos colaboradores. Este trabalho em prol do alinhamento de departamentos é mais do que uma tendência na Escrilex: é uma cultura da empresa.
Outro fator que coloca a empresa alinhada ao novo perfil do mercado é o investimento em pessoal. Com o financiamento de parte dos estudos dos colaboradores, tanto na graduação, como em cursos de aperfeiçoamento e especialização na área em que o colaborador atua. O resultado disso já se vê no dia a dia da empresa e, certamente, na vida de cada funcionário Escrilex.