Cruzamento de dados da Receita mostra resultados

A Receita Federal já está cruzando dados da DIRPF (Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda das Pessoas Físicas) referente ao ano de 2018 com a DME (Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie), também de 2018.

A DME é uma obrigação que cuida de informações relativas a uma operação liquidada em espécie, foi implementada pela Receita Federal através da Instrução Normativa nº 1.761/2017 e abrange recebimentos em espécies de valor igual ou superior a R$ 30 mil. A DME, no entanto, não se aplica a operações realizadas em instituições financeiras ou outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Esse registro de operações relevantes em espécie tem sido, sobretudo, uma medida adotada em diversos países como uma forma de combate à prática de ilícitos financeiros, tais como lavagem de dinheiro e o financiamento ao tráfico de armas e drogas, por exemplo.

Assim, desde janeiro de 2018, recebimentos mensais, realizados por pessoas físicas ou jurídicas, que somem R$ 30 mil ou mais, devem ser registrados e informados à Receita Federal por meio da Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie.

DIRPF X DME                                                                            

As informações registradas pelos contribuintes à Receita são batidas com dados de outras instituições ou pessoas, e é a partir desse cruzamento que a Receita Federal confere as informações e encontra inconsistências.

Sendo assim, os dados informados na DIRPF (uma obrigação anual de cada contribuinte do imposto, segundo normas estipuladas pela Receita) referentes ao ano de 2018 estão passando por cruzamento com a DME, e gerando inconsistências que os contribuintes precisam justificar. Então, caso você tenha recebido valor em espécie de R$ 30 mil ou mais, fique atento ao prazo de registro da DME para evitar multas e processos burocráticos.

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